Está frio e escuro.
A liberdade de ser escorre pelos vãos dos meus dedos.
Olho para a névoa dos meus pensamentos —
e eles se dissipam
como vieram.
Onde eu me perdi de mim?
Mergulho nas profundezas do meu ser
para me reencontrar.
E o inverno me abraça
até que a primavera me lembre:
nunca estive sozinha.
Meu eu me acolhe
enquanto construo, em silêncio,
a ponte
que me leva de volta à felicidade.

